Novas placas do Mercosul começam a valer em 1º de setembro no Brasil

A partir de setembro os carros brasileiros vão começar a adotar o padrão de placas dos países vizinhos do Mercosul. A data-limite para que os modelos zero-quilômetro licenciados dentro do território nacional, bem como aqueles que mudarem seu registro estadual, tenham esse tipo de identificação é 1º de setembro de 2018, sendo que toda a frota deve se adequar até 31 de dezembro de 2023. Cada órgão de trânsito poderá determinar quando começa a implementação dentro de seu estado.

 

 

Quem deverá utilizar as novas placas?

O objetivo das novas placas é padronizar a frota dos cinco países do Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Venezuela), que chega a quase 110 milhões de veículos. Com isso, um banco de dados único poderia ser criado, o que facilitaria o trânsito e a fiscalização entre as fronteiras desses países.

Como são as novas placas?

Como pode ser visto na imagem acima, as placas sempre têm fundo branco e margem superior azul (com o nome do país no centro), bem diferente das placas que usamos atualmente no Brasil. Além das cores, elas terão o logotipo do Mercosul do lado esquerdo e a bandeira do país (mais identificação da cidade e do estado aqui no Brasil) do lado direito. As dimensões das placas por aqui serão de 40 cm de comprimento x 13 cm de altura nos automóveis, e 20 x 17 cm nas motos.

A combinação de letras e números também vai mudar. As novas identificações terão sete caracteres alfanuméricos estampados em alto relevo (que permitem 450 milhões de combinações entre todos os veículos dos cinco países), que serão fornecidas em combinações aleatórias pelo Denatran (Departamento Nacional de Trânsito).

Outra novidade será a diferenciação entre os tipos de veículos, que hoje ocorre ao mudar a cor do fundo da placa. No caso das placas utilizadas no Mercosul, a diferença estará na cor dos dígitos de identificação, como visto na imagem ao lado.

 

Mais segurança contra clonagem e roubos de carga

Algo importante, que vai ser implementado nas novas placas, são medidas de segurança contra clonagem, como uma tira holográfica e uma marca d’água. Além disso elas terão funções que ajudarão na rápida identificação do veículo, como um código QR bidimensional e um chip.

 

Segundo o Ministério das Cidades, as novas placas terão um custo de produção menor que as placas atuais, mas o valor para trocar as placas ainda não foi divulgado.

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